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Contorne a indisposição e volte com gás para os treinos

Desmotivação pode ser fruto de maus hábitos alimentares e carência de vitaminasSentir aquela fraqueza depois de um longo dia de trabalho e deixar o exercício físico para depois devido ao cansaço é completamente normal, porém, quando a falta de motivação se torna um empecilho constante é hora de ficar atento: a frequenta falta de energia pode ser um indicador de que algo não vai bem no organismo. Muitas vezes associado à distúrbios psicológicos como stress e depressão, a sensação contínua de fadiga também pode estar ligada à fatores menos perceptíveis como carências nutricionais, sono inadequado, problemas hormonais, entre outros. Nesses casos, a falta de motivação pode atingir desde pessoas comuns à praticantes regulares de atividades físicas. Esses sintomas muitas vezes surgem em decorrência da falta de cuidados com a alimentação e dietas rigorosas, prejudicando o desempenho mesmo em atividades simples. Essencial para oferta de energia para o corpo, a dieta é base tanto para o alcance dos objetivos da atividade física, quanto para a manutenção da saúde. Seu desequilíbrio pode influenciar na performance e na própria disposição para cuidar do corpo.

Preguiça ou fadiga?

A diferença entre essas sensações é bastante sutil e apontar as causas desses sintomas é ainda mais complicado. Porém, quando a desmotivação atrapalha a rotina a ponto de prejudicar o desempenho nas atividades cotidianas e impedir a prática de exercícios físicos, é hora de procurar ajuda profissional para investigar o problema. Se você não costuma praticar exercícios mas está consciente dessa necessidade para melhorar sua saúde e mesmo assim arruma desculpas para adiar a prática, possivelmente lhe falta motivação, questão mais psicológica do que física. Porém, alguns fatores como obesidade, situações de saúde e estilo de vida podem influenciar totalmente nessa questão: pessoas acima do peso costumam ter resistência física menor e acabam se cansando mais rapidamente durante a atividade física. Situações como hipertensão, diabetes e problemas hormonais, por exemplo, podem reduzir a capacidade do indivíduo em realizar grandes esforços, tornando os exercícios físicos mais árduos. Da mesma forma, distúrbios do sono podem refletir no cansaço e ainda propiciar o surgimento de stress e irritabilidade que agravam ainda mais a sensação de esgotamento.Para iniciantes é completamente normal que a prática de atividades físicas represente um desafio porém, para vencer o cansaço, é essencial que o indivíduo melhore seu condicionamento físico. Quando submetido à esforços constantes, o corpo desenvolve uma resistência, e gradativamente, o exercício que antes gerava exaustão vai se tornando uma atividade suportável. Agora, se você já pratica exercícios físicos e mesmo assim sente extrema fadiga, deve analisar alguns fatores que podem estar gerando sobrecarga no organismo e prejudicando seu desempenho: tempo de descanso, intensidade do treino e principalmente hábitos alimentares inadequados podem causar um desequilíbrio na oferta de energia e tornar a atividade extenuante. De acordo com a nutricionista Sinara Menezes da Nature Center “Como muitos praticantes de atividades físicas e frequentadores de academias são adeptos de dietas deliberadas, alguns alimentos essenciais para produção de energia são negligenciados e podem afetar totalmente o desempenho durante a atividade e a posterior recuperação muscular. Alimentar-se adequadamente é a chave para vencer situações de fadiga e também para ter mais energia não somente para o exercício físico, mas para todas as atividades do dia.”

Energia começa na mesa

Uma mito disseminado principalmente entre aqueles que desejam emagrecer é que o termo dieta significa privação. Justamente por isso, muitas pessoas acreditam que ao iniciar a prática de exercícios devem parar de comer determinados alimentos. É bem verdade que aqueles que desejam perder peso devem reduzir a ingestão calórica, e aqueles que desejam ganhar massa muscular devem ingerir mais proteínas. Porém, a questão principal é que sem a oferta adequada de energia, a prática de exercícios se torna exaustiva para ambos. A alimentação balanceada, com o aporte de nutrientes vindos dos mais diversos grupos alimentares é fundamental para que o corpo melhore a resposta durante o exercício e a motivação em exercer a atividade.A ingestão de carboidratos tem papel fundamental na oferta de energia: quando digeridos esses alimentos são armazenados na forma de glicogênio – uma combinação molecular de glicose. O corpo mantem esse estoque de duas formas: através do glicogênio hepático (armazenado no fígado) afim de manter a oferta constante de glicose durante os intervalos entre as refeições, e o glicogênio muscular – responsável por fornecer energia imediata durante o exercício físico. Por isso a nutricionista alerta “Privar-se desse tipo de alimentos ou reduzir drasticamente sua oferta pode comprometer a força necessária para desempenhar atividades diversas. Levando a situações adversas como perda de massa muscular e a consequente queda do metabolismo, situação em que o corpo reduz o ritmo das funções orgânicas afim de preservar a energia para as funções vitais.” – explica Sinara.Neste âmbito, os sais minerais também são fundamentais para o equilíbrio do metabolismo. A deficiência de ferro, por exemplo, pode acarretar no surgimento da anemia – situação na qual a concentração de glóbulos vermelhos no sangue é reduzida drasticamente, comprometendo o transporte de oxigênio no organismo. O processo de oxigenação muscular, é essencial para que as contrações do tecido sejam executadas, por isso sintomas como cansaço, fraqueza e falta de ânimo são comuns em pessoas anêmicas. Da mesma forma, a deficiência de magnésio afeta o desempenho muscular, especialmente de atletas, diminuindo a resistência e a resposta do organismo diante de esforços. A constante oferta desses nutrientes é essencial pois boa parte deles são eliminados através da transpiração e da urina, e devem ser repostos diariamente através da alimentação.Rotuladas como vilãs, as gorduras também são indispensáveis, mesmo nas dietas de perda de peso. Além de serem outra fonte importante de energia para o corpo, algumas vitaminas dependem da presença de lipídeos para serem absorvidas pelo organismo. “A grande ressalva é que, assim como os carboidratos, devem ser consumidas de maneira equilibrada e qualitativa, sempre optando pelas gorduras boas”. – explica Sinara.As proteínas tem um papel importante no ganho de força: a construção de diversos tecidos, inclusive os músculos, são produzidos pelo organismo a partir da presença de aminoácidos. Alguns deles são essenciais, ou seja, não são produzidos pelo organismo e precisam ser supridos através da alimentação. Apesar de serem coadjuvantes no processo de energia, são fundamentais para o ganho de massa magra e no aumento da resistência física. Estes são apenas alguns exemplos, sendo que o aporte de vitaminas e outros micronutrientes também são essenciais para promover uma dieta balanceada e manter os níveis de energia do organismo equilibrados.

Aumentando a energia através da dieta

Alguns alimentos podem ser incluídos no dia-a-dia afim de melhorar a condição energética e fornecer mais vigor para prática de exercícios.
  • Energéticos: carboidratos complexos são os mais indicados, por liberarem glicose de forma mais controlada são capazes de prolongar a oferta de energia no organismo. Massas integrais, arroz e cereais integrais, batata doce, grão de bico, feijão e lentilhas são bons exemplos.
  • Gorduras boas: também classificada como um energético, a gordura merece uma atenção especial devido sua capacidade de beneficiar ou sabotar qualquer dieta, dependendo da quantidade ingerida. Para usá-la como aliada à saúde é preciso equilibrar o consumo, reduzindo a ingestão das saturadas e consumindo moderadamente as insaturadas. Boas fontes são, principalmente, de origem vegetal, como o abacate, amêndoas e nozes, além de óleos vegetais e azeites. Porém, peixes gordos como o salmão e o atum também fornecem esse nutriente de maneira saudável mesmo sendo de origem animal;
  • Termogênicos: alimentos capazes de potencializar o processo de termogênese do organismo e acelerar o metabolismo, fornecendo mais vigor para prática de exercí Presentes em alimentos como a canela, gengibre, pimenta, chá verde e a cafeína, devem ser consumidos moderadamente, afim de não prejudicar o sono e não surtir outros efeitos colaterais.
  • Proteínas animais: capazes de prover aminoácidos essenciais de forma mais completa, são importantes para construção de massa magra e de outros tecidos. Carnes magras como frango e cortes bovinos com pouca gordura, ovos, leite e seus derivados são opções saudáveis desse nutriente.
  • Proteínas vegetais: apesar de oferecer uma quantidade menor de aminoácidos essenciais, alimentos como a soja, amendoim, ervilhas, tofu, e lentilhas são alternativas vegetarianas para obtenção de proteí
  • Sais minerais e vitaminas: carnes como o fígado e miúdos são excelentes fontes de diversos sais minerais e vitaminas, principalmente ferro, vitamina B12 e ácido fó Esses nutrientes também podem ser encontrados no feijão, chia, quinua, brócolis, couve e oleaginosas.
Outro ponto extremamente importante é priorizar uma alimentação saudável, dando sempre preferência à alimentos preparados da forma mais natural possível. Alimentos processados muitas vezes possuem alta quantidade de sódio, gorduras saturadas e outros aditivos que prejudicam a saúde. Além disso, a oferta de nutrientes em relação a alimentação caseira é extremamente inferior, uma vez que quanto mais processado o alimento é, mais ele perde suas propriedades naturais.

Dicas para manter-se motivado

  • Não pule refeições: inicie seu dia com um bom café da manhã. Pesquisas indicam que uma boa refeição logo pela manhã auxilia na oferta de energia durante todo o dia;
  • Adote o lema “devagar e sempre”: não faça mudanças radicais difíceis de manter, vá se adaptando à pratica física aos poucos, dentro do seu ritmo. É a melhor maneira de manter-se saudável e não abandonar o objetivo;
  • Durma bem: o descanso é fundamental para repor as energias do organismo e também para a reconstrução muscular;
  • Faça lanches intermediários: alimentar-se a cada 3 horas mantém os níveis de glicose equilibrados e evita a fome abrupta, que leva à refeições exageradas;
  • Procure atividades que lhe dão prazer. Não gosta de academia? Faça caminhadas ao ar livre, hidroginástica, pedalada, etc. Existem atividades físicas para todos os gostos;
  • Nunca treine em jejum: a falta de glicogênio pode levar o organismo à consumir tecido muscular como fonte de energia, reduzindo sua massa magra. Faça sempre um lanche pré-treino.
  • Respeite o limites do seu corpo: não mude a intensidade dos seus treinos sem a ajuda de um profissional: você pode sobrecarregar seu corpo e se expor à situações de risco;
  • Alimentos energéticos podem ajudar a aumentar a oferta de energia, porém é preciso sempre seguir a orientação de um profissional de saúde;
  • Se perceber que a falta de energia é constante e os sintomas frequentes, procure um médico.

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